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30 de junho de 2013

Uma comunidade no rumo do socialismo, da exemplos ao resto da Espanha em Crise - Marinaleda

A única cidade da Espanha que não é afetada pela crise é Marinaleda, administrada desde 1979 por  uma frente de esquerda (comunistas/socialistas) e um prefeito Comunista na ponta da luta. Como fruto da vitória de camponeses  contra o latifúndio, da exemplos ao resto da Espanha afundada na crise capitalista.

Em uma comunidade situada em Andaluzia-Espanha, com cerca de 3000 habitantes, não tem policiamento, todas as decisões são coletivas e tem quase 0% de desemprego (em assembleias é definido os turnos para que todos possam trabalhar ou pelo menos uma pessoa da família tenha rendimentos), algo surpreendente numa Espanha falida pela crise (com cerca de 30% de desempregados).  Porém não é uma situação que nasceu do nada, mais sim um processo oriundo da luta social, que conquistaram um vitória agraria nas terras que eram improdutivas de um nobre, foi em 1992 (o Lemas da luta "Terra para quem trabalha"), e hoje tem uma ótima produção coletiva, extrai do solo, favas, alcachofras, pimentos verdes e vermelhos, e azeite extra virgem, que são enviados as estufas, depois existe industrialização do produto na fabrica de conservas,  e por fim para loja para ser vendido (todo o processo de produção é coletiva, de todos).
No requisito de moradia, tem um exemplo a ser seguindo também, onde uma casa pode custar 15 euros/mês(para pagar os materiais financiado pela comunidade), sendo uma autarquia pode se passar para os filhos (tanto a casa como a divida), porém como regra dessa comunidade os futuros moradores devem ajudar a construir as próprias casas (podem pagar para terceiros como pedreiros profissionais) e ajudar nas dos outros.


A coletivização não para só na produção, os salários são todos iguais, independente do seu cargo (por volta de $1300 euros). 


Documentário Completo - El sueño de la tierra





Não existe o retrato do Rei- Parasita (comum nos departamentos públicos da Espanha), mais sim do grande guerrilheiro Che Guevara.
  • Reportagem simples da Folha.


Existe um canal de TV local livre,  que tem uma programação da comunidade mesclada com  a da TV cubana e Tele-SUR. 

  • Um vídeo reportagem de Portugal que mostra o cenário mais completo.



A crise só afeta Marinaleda no requisito de ter que abrir novos postos de trabalho  para os que foram trabalhar na construção civil externa e ficaram sem emprego, tendo que voltar.
Extraído da entrevistaPublico.ES

Para conhecer mais:
http://www.publico.es/espana/440082/sanchez-gordillo-los-recortes-consisten-basicamente-en-que-los-ricos-roban-a-los-pobres
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/2601881-marinaleda-o-oasis-vermelho-que-desafia-crise

10 de julho de 2012

Favela Fábrica - O Brasil Precarizado

O documentário "Favela Fábrica" mostra como as empresas estão terceirizando a produção num comunidade em São Paulo, onde os trabalhadores trabalham em casa, sem normas de segurança do trabalho (como ergonomia), tem carga horaria alta, não pagam os direitos trabalhistas e ainda tem trabalho infantil!


















Para quem não acredita que no Brasil, ou melhor em São Paulo (Chuíça do Brasil) tenha essa modalidade de trabalho precarizado basta  ir nos bairros do Bom retiro, Parque Dom Pedro, lago da Concórdia, onde não só Brasileiros como também estrangeiros são sendo explorados e precarizados quase como escravos...


Por que existe a precarização do trabalho ?
A precarização do trabalho e uma forma da burguesia obter maiores lucros em cima dos trabalhadores, pois no capitalismo sempre irá existir á luta entre o salário contra o Lucro, assim sendo podemos concluir no Brasil que a luta de classes está pendendo para o lado da Burguesia, pois está pipocando trabalho escravo, trabalho precarizado, baixos salários, endividamento, trabalho infantil, pessoas trabalhando em casa em ritmo fabril... Podemos realizar uma reflexão utilizando fragmentos do texto do Lênin, Estado e a Revolução de 1917, que nos da um embasamento para analisar o nosso contexto atual da luta de classes.





Eis, expressa com toda a clareza, a ideia fundamental do marxismo no que concerne ao papel histórico e à significação do Estado. O Estado é o produto e a manifestação do antagonismo inconciliável das classes. O Estado aparece onde e na medida em que os antagonismos de classes não podem objetivamente ser conciliados. E, reciprocamente, a existência do Estado prova que as contradições de classes são inconciliáveis das classes. O Estado aparece onde e na medida em que os antagonismos de classes não podem objetivamente ser conciliados. E, reciprocamente, a existência do Estado prova que as contradições de classe são inconciliáveis.


Compreenderam-se nesse trecho e aplicamos hoje, podemos identificar que o Estado neoliberal é mínimo, como resultado, temos á violência, miséria, essas situações de trabalho acima referido, alto custo de vida, educação publica em péssima qualidade, saúde publica lastimável... 
Assim sendo podemos saber que o estado Brasileiro está regido por essa citação, onde os choques de classes esta apaziguado (não conciliado, pois são classes distintas e inconciliável, pois os seus fins são Escravidão ou liberdade), esse estado junto com as mídias de comunicação burguesas, conseguiram fincar a ordem da classe exploradora na mente dos trabalhadores, onde é mais importante trabalhar para conseguir comprar mais, quem cedo madruga Deus ajuda, quero ser rico, tenho liberdade para comprar, tenho liberdade para trabalhar em qualquer lugar, sem a mídia não existe liberdade, quem reclama é chato e negativo, ler é para os nerds, é melhor trabalhar em qualquer luar do ficar desempregado...

Podemos nos perguntar como isso aconteceu? 

Temos que voltar na década de 1960, quando o estado era administrado por Jango, onde a classe trabalhadora estava conseguindo grandes avanços, e assim causando muitos atritos com a burguesia.

(Lênin) Não só o Estado antigo e o Estado feudal eram órgãos de exploração dos escravos e dos servos, como também: O Estado representativo moderno é um instrumento de exploração do trabalho assalariado pelo capital. Há, no entanto, períodos excepcionais em que as classes em luta atingem tal equilíbrio de forças, que o poder público adquire momentaneamente certa independência em relação às mesmas e se torna uma espécie de árbitro entre elas.

Em 1964, pelo atritos de classe causado pelo governo Jango e com os movimentos sociais, ela (burguesia) lidera um golpe de estado traidor, onde a classe trabalhadora consciente é sistematicamente eliminada e amedrontada por um estado militar muito forte, que se endividava.   
Com o passar dos anos e com fim da URSS, a classe trabalhadora fica apaziguada, e com isso é iliminado o estado militar.

(Lênin) A onipotência da "riqueza" é tanto melhor assegurada numa república democrática quanto não está sujeita a uma crosta acanhada do capitalismo. A república democrática é a melhor crosta possível do capitalismo. Eis por que o capital, depois de se ter apoderado dessa crosta ideal.

 O estado "democrático" entra de corpo e alma no neoliberalismo em 1990, sendo dada a burguesia quase todas as suas empresas por preço de banana (vide Privataria Tucana), transforma as relações sociais, institui o consumismo e a criminização dos movimentos sociais, (como por exemplo, o MST), finca a ideia da despolitização, onde quem fala de política é chato e que a política é corrupta e indiscutível. Porém a grande vitoria deles foi à subida do PT ao governo pelo sufrágio universal, onde um operário virou presidente, porém esse governo continua com a maioria das políticas burguesas (creio que também ele não conseguiria fazer nada, pois não tem poder para conseguir mudar a realidade, onde os golpistas traidores estão soltos e poderosos) consegue fragmentar a esquerda, detona muitos sindicatos, destruí a liberdade de greve em muitas categorias combativas e ainda consegue uma fachada de povo no poder, por causa do sufrágio universal, com isso consegue apaziguar muito as grandes massas de trabalhadores despolitizados, fazendo-os crer que tem o poder pelo voto, e assim a corrupção se faz muito presente e totalmente impuni. 


"Na República democrática" - continua Engels - "a riqueza utiliza-se do seu poder indiretamente, mas com maior segurança", primeiro pela "corrupção pura e simples dos funcionários" (América), depois pela "aliança entre o Governo e a Bolsa" (França e América).


(Lênin) É preciso notar ainda, que Engels definiu o sufrágio universal de uma forma categórica: um instrumento de dominação da burguesia. O sufrágio universal, diz ele, considerando, manifestamente, a longa experiência da social-democracia alemã, é o indício da maturidade da classe operária. Nunca mais pode dar e nunca dará nada no Estado atual.

Os democratas pequeno-burgueses, do gênero dos nossos socialistas-revolucionários e mencheviques, e os seus irmãos, os social-patriotas e oportunistas da Europa ocidental, esperam, precisamente, "mais alguma coisa" do sufrágio universal. Partilham e fazem o povo partilhar da falsa concepção de que o sufrágio universal, "no Estado atual", é capaz de manifestar verdadeiramente e impor a vontade da maioria dos trabalhadores.

Não podemos senão notar aqui essa falsa concepção e salientar que a declaração clara, precisa e concreta de Engels é desvirtuada a cada passo na propaganda e na agitação dos partidos socialistas "oficiais", isto é, oportunistas. Demonstraremos mais amplamente toda a falsidade da idéia que Engels aqui repudia, desenvolvendo mais adiante as teorias de Marx e Engels sobre o Estado "atual".




29 de abril de 2012

Quando vai queimar o meu produto?

Vivemos em uma sociedade de consumo, onde o capitalismo está totalmente arraigado em nossas mentes, sendo fortalecido pelas correias transportadoras de informações, que nos faz crer e aceitar, que os produtos de consumo são parecido com a natureza, onde um produto passa por 4 etapas; nasce, vende, usa e queima. Assim sendo temos como uma verdade absoluta, pois também o ser humano passa por etapas semelhantes (nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, ter filhos e morrer). Porém a grande guerreira da verdade, a historia, finca a espada nessa mentira vergonhosa, e mostra a chamada obsolescência programada e a perceptiva que isso foi criado por um cartel de burgueses que tem o poder de toda a sociedade, para assim ter enormes lucros, e efetivar a máxima dos grandes Karl Marx e Engels no manifesto do partido comunista, do século 19;
A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguintes, as relações de produção, e com isso todas as relações sociais.




A questão do tempo de uso programado de um produto de consumo, pode para muitos ser uma forma de melhorar as coisas, forçando sempre o avanço da economia aliado á tecnologia. Porém tudo não é só flores, temos também a questão ambiental e social,  que força pensar num futuro sombrio para a humanidade, como o esgotamento dos recursos naturais, poluições (ar,terra e água), resíduos enchendo e contaminando áreas que poderiam ser aproveitadas para  o bem da sociedade, a dificuldade para muitos indivíduos para ter alguns produtos básicos ou com grande inovações tecnológicas.
Os meios capitalistas estão com uma nova moda de ecologia e sustentabilidade, fazendo crer que eles estão tentando salvar o mundo com os seus produtos e serviços, é que  o consumidor tem que comprar o seu produto com selo verde, que é um pouco muito caro em relação aos concorrentes, dando ao consumidor uma militância verde, ou melhor transformando em um "eco-trouxa", pois se analisamos bem, nunca vai existir sustentabilidade em um sistema desigual, onde a ganância é a lei, e o consumo é a sua locomotiva...

Click para baixar
Creio que uma solução prática para essa “faca de dois gumes”, está na analise critica do modelo econômico da URSS, onde o grande Leo Huberman, na sua obra mítica “Historia da Riqueza do Homem”, nos mostra a sua analise do começo da estrutura economia soviética, (que com o passar dos anos e os dogmas rígidos aliado com a perda de liberdade, acabaram por destruir á experiência, logo será discutido este tema num post para URSS), nesse inicio teve um alto controle dos desperdícios, uma organização macro e democrática de todos os meios de produção, fazendo com que em poucos anos, a URSS se torna uma superpotência (não nos produtos de consumo). a partir disso podemos vislumbrar uma organização macro, com indicadores a serem sempre superados, com desperdício mínimo e com a sustentabilidade na base de qualquer inovação, porém os meios de produções tem que estar e ser organizado pelos trabalhadores, sem monopólio, com concorrência de fabricas, é a possibilidade de á fabrica ser fechada se as metas não forem superadas, isso vai forçar a melhoria de processo ,a economia de recursos, e as inovações até que o sistema de produção atinja o mais alto grau de automatização, deixando o ser humano mais livre para ser e consumir com sabedoria.( o aprofundamento será dado em um post sobre economia).


Bibliografia para quem quiser saber mais;

21 de fevereiro de 2012

Fabricas Ocupadas - o sonho é possível!

Horrorizai-vos porque queremos abolir a propriedade privada. Mas em vossa sociedade a propriedade privada já está abolida para nove décimos de seus membros.
Karl Marx


Está matéria é inspirada na fabrica ocupada chamada de Flaskô, em Sumaré SP, onde ela iria fechar as portas, e os trabalhadores assumiram a fabrica, com uma gestão operaria, sobrevivendo a mais de 8 anos dos leiloes e interventores! 
As crises financeiras e a especulação aliado a ganância de burgueses industriais acabam por destruir os meios de produção, mostrando o total desinteresse com os trabalhadores ou com a nação, e nesse contexto que os trabalhadores tomam a dianteira da luta de classes, retirando a figura do burguês parasita e promove a coletivização do meios de produção, para salvar o seu sustento.
A questão das fabricas ocupadas pelos trabalhadores, não só tem no Brasil, como também no Uruguai, Venezuela (fortemente incentivado pelo governo) e na a Argentina, com mais de 60 empresas ocupadas (desde sorveterias, hotéis, jornais, fábricas de empanada e até uma escola maternal e um hospital israelita).
A coletivização dos meios de produção aos operários  é possível, e ainda consegue o que o burguês não consegue, ó de sobreviver em meio a crises, pois esses fabricas são cacos falidos, e eles conseguem reconstruir os que foi destruído, fortalecendo a luta de classes e mostrando que é possível um novo sistema, onde não exista parasitas e nem exploração, sendo tudo para todos e organizado por todos.


Segue abaixo uma reportagem realizada pela Band, dando uma abordagem mais rápida do processo utilizada pela Flaskô, produtora de tonéis plásticos, que está com controle operário desde 2003, após o pedido de falência devido ao acúmulo de dívidas do grupo dos irmãos Anselmo e Luis Batschauer. (onde tinha o controle do conglomerado Hansen, que chegou a deter 47 empresas, incluindo a Tigre, líder latino-americana de tubos e conexões), eles endividaram as fabricas não pagando salários e direitos trabalhistas, foi nesse contexto e junto com outras empresas acabaram se organizando e tomaram o controle da fabrica, dando uma sobre vida ao caco destruído pelas crises financeiras, e estão tendo muitos sucessos como:
  1. Está conseguindo pagar as dividas dos antigos patrões.
  2. Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução nos salários.
  3. Contratou mais funcionários, gerando empregos novos. 
  4. Construiu uma Vila Operária e Popular com moradia para mais de 560 famílias no terreno da empresa.
  5. Reativaram um galpão abandonado e iniciaram o projeto Fábrica de Cultura e Esporte, com teatro, cinema, judô, futebol, balé e dança. Além de cursos e atividades de formação. 
  6. Ajudaram a Venezuela no projeto das petrocasas, com uma troca de know-how  por máteria prima.
Nesse documentário abaixo da uma exposição mais ampla do movimento e da organização das unidades de produção coletivizadas.
 
O governo Dilma bem que poderia fazer o que a Cristina Kirchner, da Argentina ou Hugo, na Venezuela está fazendo  para ajudar o movimento, porém mesmo tendo uma ala do PT dentro da Flaskô, nada de positivo é feito!


TV FLASKÔ - Filme da Turquia sobre Fábricas Ocupadas "PATRONSUZLAR"
 

O verdadeiro medo, para quem é "dono do mundo", e descobrir que seus servos estão pensando uma nova ordem!!!


A Luta é Possivel! uni-vos trabalhadores!!


Para conhecer mais, segue alguns link;
http://www.fabricasocupadas.org.br/site/ 
http://noticias.uol.com.br/fabrica ocupada
http://www.brasilautogestionario.org/category/fabricas-ocupadas/
http://www.mst.org.br/jornal/257/estados
Segue também um outro olhar, o da VEJA filiada ao PIG, escrever é facil, entrevistar é muito dificil...
http://veja.abril.com.br/290807/p_086.shtml

12 de fevereiro de 2012

Tempos Modernos - O capitalismo desnudado

Esse incrível filme Tempos modernos do aclamado Charlie Chaplin feito na década de 1930, almeja uma idéia de como funciona um sistema de produção, e os seus valores de alienação capitalista, e  o mais divulgado e imposto o "modo de vida estadunidense".
Esse filme retrata o iniciu da era do sistema de produção em massa, onde o trabalhador não mais é especialista em fazer todo o produto, mais sim ele é super especializado em fazer uma parte do produto, assim na produção aliado a esteira transportadora e outros trabalhadores super especializados em fazer outras partes do mesmo produto, são unidos em uma produção em serie.
Esse tipo de produção não deixa o trabalhador dita a velocidade do trabalho, e sim ele se adapta a velocidade imposta pelo trabalho, transformando-o em uma "maquina" ou uma peça, com mais valia, ou seja pode-se estender o lucro da troca da sua força de trabalho, (a maquina propriamente dita não pode, pois ela já tem o seu valor total até o fim da sua vida util explicita na compra), e assim o trabalhador acaba não se adaptando, por que como dizia Karl Marx "O trabalhador só se sente a vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado." é por esse motivo pode adquirir uma ou muitas doenças ocupacionais como; crise nervosa, depressão, LER (lesão por esforço repetitivo) , DORT (Distúrbio Osteo-muscular Relacionado ao Trabalho) etc.


A partir disso observamos que o trabalhador é forçado á trabalhar, pois necessita comprar os meios de sub-existência (comida, água, moradia e etc.), e assim acaba por adoecer tanto fisicamente como no seu psicológico.
Poderá se indagar, " por que os trabalhadores não se revoltam contra essa situação?", vós digo que a classe dominante que detém os meios de produção, também é dono do monopólio da informação, e do estado com todas as suas instituições (podemos perceber a policia em quase todos os atos do filme, ou seja vigilância total do sistema) e tem a  igreja como se fosse um empresa. Com isso podemos verificar que o sistema, tem todo um aparato de dominação contra a classe trabalhadora, e assim conseguiu modificar a origem do trabalho. " Na Grécia e Roma quem trabalhava era os escravos (pessoas sem o direito de ser dono de si próprio), passado alguns séculos, e no auge da revolução burguesa, o trabalho ainda continua a ser feito por escravos, porém ao descobrir que é mais simples e ainda tem uma aparência mais humana, começa a ser mudado o termo de escravo para assalariado, onde o dono dos meios de produção não mais precisa arcar com todos os meios que o escravo necessita e nem comprá-lo, e só pagar uma certa quantia de capital, é ainda o melhor, pode se ganhar muito mais forçando o ritmo de trabalho e pagando o mínimo ao trabalhador.
Ainda continuamos com a indagação "por que os trabalhadores não se revoltam?",é simples, ele é bombardeado por informações duvidosas tanto da mídias, escola e principalmente da igreja, forçando-o a acreditar que o “o trabalho dignifica o homem”, e que Deus fez esse mundo assim, e que a salvação é só quando morrer. Como dizia um porco nazista chamado Joseph Goebbels, "uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade.", esse bombardeamento de informação; de "anti-conhecimento",  consumo e de modo perfeito de viver ("modo de vida estadunidense"), aliado ao próprio sistema de produção em serie, faz com que exista como uma verdade na "memória coletiva" , transformando o ser humano em um ser vazio, frio e consumista, que ao longo do tempo irá perder a sua humanidade, transformando-o em uma maquina com mais valia...

"Os homens fazem a sua própria história, mas não o fazem como querem... a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos!"
Karl Marx

11 de fevereiro de 2012

Sistema de produção - a desumanização destrutiva!

O sistema de produção não respeita crenças, ideologias, animais e muito menos a sua mão de obra, onde esta ultima e obrigada a se adaptar a um ritmo de trabalho extenuante e degradante tanto no lado físico como psicológico, para aumentar a mais valia do trabalho. Onde o homem se transforma em uma maquina, de produzir, fazer ou matar...

Segue abaixo um documentário intitulado a "Linha de Desmontagem -- pausa para o humano", realizado em um frigorifico mostrando que a pausa pode pelo menos melhorar a saúde física do trabalhador (na área de ergonomia) contra a LER e DORT entre outras doenças ocupacionais, porém a psicológica fica para depois...