29 de abril de 2012

Quando vai queimar o meu produto?

Vivemos em uma sociedade de consumo, onde o capitalismo está totalmente arraigado em nossas mentes, sendo fortalecido pelas correias transportadoras de informações, que nos faz crer e aceitar, que os produtos de consumo são parecido com a natureza, onde um produto passa por 4 etapas; nasce, vende, usa e queima. Assim sendo temos como uma verdade absoluta, pois também o ser humano passa por etapas semelhantes (nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, ter filhos e morrer). Porém a grande guerreira da verdade, a historia, finca a espada nessa mentira vergonhosa, e mostra a chamada obsolescência programada e a perceptiva que isso foi criado por um cartel de burgueses que tem o poder de toda a sociedade, para assim ter enormes lucros, e efetivar a máxima dos grandes Karl Marx e Engels no manifesto do partido comunista, do século 19;
A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguintes, as relações de produção, e com isso todas as relações sociais.




A questão do tempo de uso programado de um produto de consumo, pode para muitos ser uma forma de melhorar as coisas, forçando sempre o avanço da economia aliado á tecnologia. Porém tudo não é só flores, temos também a questão ambiental e social,  que força pensar num futuro sombrio para a humanidade, como o esgotamento dos recursos naturais, poluições (ar,terra e água), resíduos enchendo e contaminando áreas que poderiam ser aproveitadas para  o bem da sociedade, a dificuldade para muitos indivíduos para ter alguns produtos básicos ou com grande inovações tecnológicas.
Os meios capitalistas estão com uma nova moda de ecologia e sustentabilidade, fazendo crer que eles estão tentando salvar o mundo com os seus produtos e serviços, é que  o consumidor tem que comprar o seu produto com selo verde, que é um pouco muito caro em relação aos concorrentes, dando ao consumidor uma militância verde, ou melhor transformando em um "eco-trouxa", pois se analisamos bem, nunca vai existir sustentabilidade em um sistema desigual, onde a ganância é a lei, e o consumo é a sua locomotiva...

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Creio que uma solução prática para essa “faca de dois gumes”, está na analise critica do modelo econômico da URSS, onde o grande Leo Huberman, na sua obra mítica “Historia da Riqueza do Homem”, nos mostra a sua analise do começo da estrutura economia soviética, (que com o passar dos anos e os dogmas rígidos aliado com a perda de liberdade, acabaram por destruir á experiência, logo será discutido este tema num post para URSS), nesse inicio teve um alto controle dos desperdícios, uma organização macro e democrática de todos os meios de produção, fazendo com que em poucos anos, a URSS se torna uma superpotência (não nos produtos de consumo). a partir disso podemos vislumbrar uma organização macro, com indicadores a serem sempre superados, com desperdício mínimo e com a sustentabilidade na base de qualquer inovação, porém os meios de produções tem que estar e ser organizado pelos trabalhadores, sem monopólio, com concorrência de fabricas, é a possibilidade de á fabrica ser fechada se as metas não forem superadas, isso vai forçar a melhoria de processo ,a economia de recursos, e as inovações até que o sistema de produção atinja o mais alto grau de automatização, deixando o ser humano mais livre para ser e consumir com sabedoria.( o aprofundamento será dado em um post sobre economia).


Bibliografia para quem quiser saber mais;

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